Jade Lôbo

Jade Lôbo é poeta. Lança em 2019, Para Além da Imigração Haitiana – Editora Appris.

Citações

Ser mulher negra é carregar em si uma ancestralidade de África que resplandece pelo nosso corpo através de nossa pele preta mas que também esta presente em nossas práticas na diáspora.

Mini Biografia

Jade Lôbo, nasceu num bairro de pescadores em Ilhéus. Durante a escola foi bolsista parcial em uma escola particular de sua cidade. Neta de marisqueira e feirante, rompeu fronteiras e chegou a frequentar o Ensino Médio nos Estados Unidos através do programa de intercâmbio do Rotary. Um semestre depois de retornar ao Brasil, ela ingressou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul para estudar Relações Internacionais onde teve a oportunidade de morar no fronteira, conhecer o Uruguai e trabalhar como bolsista no projeto de extensão “Centro de Referência em Direitos Humanos”. Dois anos depois, pediu transferência para a Universidade Federal da Integração Latino Americana, em Foz do Iguaçu onde Jade se tornou Antropóloga em apenas dois anos. Em sua trajetória na universidade, ela teve oportunidade de conhecer pessoas de toda América Latina e Caribe e ter contato com o feminismo negro.

A partir deste momento, desenvolveu projetos junto à comunidade haitiana do oeste do Paraná que deu origem ao livro “Para Além da Imigração Haitiana” fruto de seu Trabalho de Conclusão de Curso. Também foi bolsista de dois projetos de pesquisa financiados pela CNPq “Mulheres Negras na fronteira e seus espaços sociais: as Políticas Públicas voltadas para a População Negra/afrodescendente” e ” Na fronteira: Mulheres Negras nas Artes”. A partir deste último, criou o projeto “Arte como Ferramenta Transgressora: Aplicação da Lei 11.645 na Escola”, como extensão deste e como ferramenta de atuação direta para o empoderamento de meninas negras e/ou indígenas e estabelecimento de um processo de reconhecimento respeito e empatia com estas pessoas e com a cultura afrobrasileira e indígena em uma escola pública de Foz do Iguaçu. No ano seguinte após sua formatura, Jade ingressou no mestrado em Antropologia na Universidade Federal da Bahia. Quando finalizou as provas para ingressar no mestrado, Jade descobriu que estava grávida o que mudou totalmente o rumo de suas pesquisas. Em meio à esta situação, ela passou a pesquisar maternidade negra a partir vivências junto ao Projeto Sementinha, em ilhéus, que assiste mães em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Atualmente Jade é mãe solo, associada à Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e trabalha junto à mães negras.