Lidiane Ferreira

Lidiane Ferreira escreve poesias, conto, romance e também realiza trabalho com literatura infantil. É uma das organizadoras e poetas da antologia Enegrescência Coletânea Poética, publicado pela Editora Ogum’s Toques. Participou do evento Mulheres Negras, Oralidade e Registro – Palavras que Encantam, organizado pelo Instituto Cultural Steve Biko.

Citações

A escrita para mim, por muito tempo foi uma rota de fuga do racismo. Hoje, ela é o símbolo da minha luta contra o racismo, o machismo, o sexismo, dentre outros fatores discriminatórios de nossa sociedade. A minha escrita resiste a tudo isso, mas também serve de seta, apontando novos caminhos.

Ser mulher negra é viver constantemente resistindo contra a dupla marginalização.

Mini Biografia

Sou Lidiane Ferreira, mulher negra, bicuda do ano de 2010, periférica, feminista e uma jovem escritora de literatura preta. A literatura anda de mãos dadas comigo desde à infância. O racismo foi o principal fator que me aproximou das letras. Hoje já não consigo me imaginar os meus dias sem uns versos aqui ou acolá. Confesso que não desejei ser escritora de literatura negra, mas eu me descobri escritora de literatura negra, a partir do que eu discutia nos meus textos. Após isso, criei, juntamente com dois amigos, o Enegrescência, que se trata de um coletivo que busca apresentar e divulgar as literaturas afro-brasileiras e africanas, de forma não hierarquizada em nossa sociedade, pois acreditamos que a literatura é um fator relevante para a mudança social. Organizei e publiquei, com os demais membros do Enegrescência, uma coletânea poética, na qual também estou como escritora, e que teve poemas como este:

A porta

Blam!

Desfalecida num colchão sujo,
Uma estrela-do-mar
Busca um maremoto,
Uma onda de verão,
Um mergulho eterno.
(FERREIRA, Lidiane. Enegrescência Coletânea poética, 2016, p. 88)

A escrita para mim, por muito tempo foi um rota de fuga do racismo. Hoje, ela é o símbolo da minha luta contra o racismo, o machismo, o sexismo, dentre outros fatores discriminatórios de nossa sociedade. A minha escrita resiste a tudo isso, mas também serve de seta, apontando novos caminhos.